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Operação da Receita Federal mira esquema de fraude na importação de combustíveis

Operação da Receita Federal mira esquema de fraude na importação de combustíveis

Operação Cadeia de Carbono resultou na retenção de dois navios com carga de R$ 240 milhões no Rio de Janeiro

 

A Receita Federal deflagrou uma nova operação para a fiscalização de fraudes na comercialização e importação de combustíveis, petróleo e seus derivados, nesta sexta-feira (19/9). Chamada de Operação Cadeia de Carbono, a ação ocorreu em cinco estados: Alagoas, Amapá, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Segundo a Receita, as diligências concentraram-se em empresas funcionam como importadoras de cargas, mas possuem pouca ou nenhuma estrutura operacional e capacidade financeira compatível. “Em situações assim, a legislação brasileira prevê o perdimento das mercadorias como forma de coibir tais práticas ilícitas”, explicou.

As investigações apontam um possível envolvimento de laranjas, organizações criminosas e grupos empresariais de grande porte, que se utilizam de cadeias contratuais complexas para ocultar os criminosos. A receita fez a retenção de cargas em diferentes localidades.

A carga de dois navios com petróleo, combustíveis e óleo condensado, avaliadas em cerca de R$ 240 milhões, foram retidas no Rio de Janeiro. A Receita Federal também reteve carga em depósitos e terminais de armazenamento em São Paulo.

“Além das ações fiscais, a Receita Federal mantém diálogo permanente com o Poder Judiciário, de modo a assegurar suporte legal e institucional às medidas de retenção, perdimento e responsabilização, fortalecendo a efetividade das operações e a proteção do interesse público”, disse a receita.

Receita e Polícia Federal já miraram esquema bilionário do PCC

No final de agosto, a Receita e a Polícia Federal deflagraram a operação Carbono Oculto, mobilizando cerca de 1.400 agentes para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Segundo as autoridades, o grupo teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Um dos principais pontos do esquema envolvia a importação irregular de metanol. O produto, que chegava ao Brasil pelo Porto de Paranaguá (PR), era desviado antes de chegar aos destinatários indicados nas notas fiscais.

As investigações mostram que o PCC usava fundos de investimento e empresas financeiras da avenida Faria Lima, em São Paulo, para movimentar e ocultar os recursos obtidos no tráfico de drogas e no setor de combustíveis.

 

Itatiaia

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