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Delegada da Polícia Civil em SP é presa por ligação com o PCC e manter relação com chefe da facção

Publicada em: 17/01/2026 06:15 -

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Layla Lima Ayub já havia atuado como advogada criminalista e mantinha um relacionamento amoroso com "MC Dedel", líder da facção no norte do Brasil

A delegada da Polícia Civil de São Paulo Layla Lima Ayub foi presa, na manhã desta sexta-feira (16), sob suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Conforme apuração da CNN Brasil, Layla trabalhou como advogada criminalista e já havia atuado como PM (Policial Militar) no estado do Espírito Santo. Ela foi empossada no cargo de delegado de polícia de 3º classe em dezembro de 2025.

Além disso, a advogada teria um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como MC Dedel, líder do PCC no norte do Brasil. Ambos moravam juntos em São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, a principal prova que deu início as investigações foi a descoberta de que Layla exerceu o papel de advogada em uma audiência de custódia no estado do Pará, mesmo após ter tomado posse no cargo de delegada, o que não é permitido.

A audiência foi realizada em 28 de dezembro de 2025, 12 dias após a posse dela, e na ocasião, os suspeitos defendidos por ela respondiam pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

 

 

Entenda a prisão da delegada

A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, deflagrada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) junto da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Pará.

De acordo com o órgão, Layla mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção. A mulher também se relacionava amorosamente com Jardel Neto Pereira da Cruz, vulgo Mc Dedel, que já havia sido condenado por sua atuação no PCC.

Em coletiva de imprensa, realizada nesta manhã (16), autoridades da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmaram que a prova principal que incriminou Layla ocorreu após a mulher atuar como advogada, em audiências de custódia, para presos integrantes da facção que estavam sendo julgados por tráfico e associação criminosa.

Na ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá. Além desses, ainda houve o cumprimento de dois mandados de prisão temporária contra a mulher e Mc Dedel.

CNN Brasil tenta localizar a defesa da delegada e o espaço segue aberto para manifestações.

 

 

Atuação com o PCC

De acordo com as investigações, a delegada atuou como advogada da facção durante todo o ano de 2025. Ela teria realizado múltiplas visitas a líderes da facção criminosa PCC no Pará.

A Justiça afirma que a presença e a atuação dela na facção, além da presença de Dedel em sua posse de cargo, demostram "severo comprometimento" da delegada com o crime organizado.

A investigação ainda busca entender o real nível de envolvimento de Layla com a facção criminosa e quais eram as suas atribuições e demandas dentro da organização



Entenda a relação de delegada presa com Dedel, líder do PCC na região Norte


Casal tentava comprar uma padaria na zona leste de São Paulo para lavagem de dinheiro; criminoso estava em liberdade condicional desde novembro de 2025

A delegada Layla Lima Ayub foi presa temporariamente por suspeita de envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), durante operação conjunta do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (16).

Na ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá.

Layla havia sido empossada no cargo de delegado de polícia de 3º classe no fim do ano passado. Ela teria um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como MC Dedel, que seria líder do PCC no norte do Brasil.

Como foi a prisão da delegada

As investigações teriam se iniciado após uma denúncia anônima contra a delegada feita na última segunda-feira (12).

 

De acordo com a Polícia Civil, a principal prova que deu início as investigações foi a descoberta de que Layla exerceu o papel de advogada em uma audiência de custódia no estado do Pará, mesmo após ter tomado posse no cargo de delegada, o que não é permitido.

A audiência foi realizada em 28 de dezembro de 2025, 12 dias após a posse dela, e na ocasião, os suspeitos defendidos por ela respondiam pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

“Essa é uma das provas robustas que já produzem efeito contra ela”, afirmou o delegado João Batista Palma Beolchi, corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo.

Diante da apuração, a Corregedoria instaurou procedimentos administrativos e criminais e passou a realizar apuração técnica e completa dos fatos. A investigação apontou indícios do envolvimento da servidora com a facção criminosa, o que motivou a deflagração da operação conjunta.

 

Quem é MC Dedel

Jardel havia sido julgado e condenado pela prática do crime de tráfico de drogas e por integrar o PCC, processo que já havia transitado em julgado.

O faccionado estava em liberdade condicional desde 19 de novembro de 2025.

As investigações apontaram que ele seria um dos líderes do PCC no estado do Pará e região Norte do Brasil.

 

Entenda a relação de Layla e MC Dedel

Layla, que já havia atuado como PM (Policial Militar) no estado do Espírito Santo, tomou posse de seu cargo em São Paulo no dia 16 de dezembro de 2025. Na data, os dois passaram a morar juntos em São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, ambos teriam um relacionamento amoroso.

 

 

Durante a posse dela como delegada, Jardel esteve presente na cerimônia, realizada no Palácio dos Bandeirantes. Ocasião em que estiveram presentes diversas autoridades, inclusive o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na decisão que autorizou as prisões obtida pela CNN Brasil, o juiz Paulo Fernando Deroma de Mello classifica a mudança de Dedel para o estado paulista e a sua presença na posse como "audaciosa".

Ele afirma ainda que isso não seria permitido pelo homem estar em liberdade condicional e não poder se ausentar da comarca sem autorização e aviso prévio.

Além disso, a investigação apontou que o casal negociava a compra de uma padaria na zona leste de São Paulo. Estabelecimento que seria utilizado para lavagem de dinheiro.

Saiba a atuação de Layla com o PCC

De acordo com as investigações, a delegada atuou como advogada da facção durante todo o ano de 2025. Ela teria realizado múltiplas visitas a líderes da facção criminosa PCC no Pará.

A Justiça afirma que a presença e a atuação dela na facção, além da presença de Dedel em sua posse, demostram "severo comprometimento" da delegada com o crime organizado.

Ela tinha um compromisso com o crime organizado. E não vamos deixar o crime organizado contaminar nossos agentes públicos.
Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública

A investigação ainda busca entender o real nível de envolvimento de Layla com a facção criminosa e quais eram as suas atribuições e demandas dentro da organização.

Além disso, a Polícia Civil afirma que não há indícios de que o concurso realizado por ela tenha sido fraudado.



CNN BRASIL

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