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Mãe de Henry Borel deixa prisão depois de perdão judicial

Mãe de Henry Borel deixa prisão depois de perdão judicial

 

Monique Medeiros foi solta após receber perdão judicial no julgamento da morte do filho; júri afastou acusação de homicídio doloso

 

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira (4/6), após a Justiça do Rio de Janeiro conceder perdão judicial no julgamento sobre a morte do filho. Ela estava detida no Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense.

 

A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro após a conclusão do júri popular, que durou onze dias. O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri desclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com a mudança, a magistrada aplicou o perdão judicial e extinguiu a punição pelo crime.

 

Monique também foi considerada culpada por omissão diante das torturas sofridas por Henry. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto. Mas, como o período foi cumprido, a Justiça autorizou sua libertação imediata.

"Desde a investigação, Monique não mereceu o benefício da dúvida e, ao longo do processo, embora fosse apontada como mãe zelosa, e não ter sido acusada de infligir diretamente agressões físicas a seu filho, a revolta evoluiu rapidamente para franco massacre nas redes sociais, com ataques muito mais virulentos do que aqueles dirigidos ao autor direto", afirmou a juíza ao citar questões de gênero para perdão de Monique. 

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (4/6), Leniel Borel, pai de Henry Borel, classificou como uma “grande aberração jurídica” o desfecho do julgamento sobre a morte do filho e afirmou ter deixado o tribunal “revoltado” com a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. Leniel criticou duramente o resultado do júri, apontou suposta parcialidade da magistrada e disse que a defesa irá recorrer da sentença.

Condenação

O julgamento também resultou na condenação do ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto de Henry. Ele recebeu pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.

O pai do menino, Leniel Borel, criticou a concessão do perdão judicial e afirmou que a decisão representa uma “terceira morte” do filho. Ainda de acordo com o jornal, tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho informaram que pretendem recorrer a sentença.

 

Correio Braziliense

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